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  • biancakachani

Sobre ser solteira, amor e romantismo



Ilustração: Marcela Scheid


Acho que eu – assim como a grande maioria das mulheres – fui criada para o romantismo.


Ser criada para o romantismo é um tanto perigoso. Fácil aceitar coisa pouca só porque você foi ensinada que estar bem e completa é estar com alguém – as coisas mais importantes acabam ficando em segundo plano, tipo respeito, cuidado, carinho e, pasmem, amor.


Quando você é criada para o romantismo você na verdade não é criada para o amor. Você é criada para ser de alguém, independente do que está sendo servido à mesa.


Recentemente voltei a ficar solteira e não demorou muito tempo pra perceber que foi a melhor coisa que já me aconteceu.


Fui criada para o romantismo, então todas as vezes em que estive solteira estive buscando alguém.


Hoje, pela primeira vez em 25 anos, eu posso dizer que estou solteira e muito feliz. Não estou procurando nada. E não é sobre aquele clichê de curtir a vida, liberdade e bla, bla, bla, porque eu não acredito nisso e a liberdade deve sempre existir dentro de um relacionamento.


É sobre saber que não me falta nada.


Meu último relacionamento, entre outras coisas, me fez perceber o quanto é valioso o meu tempo sozinha. O quanto a minha vida na verdade é absolutamente completa. Meu mundo é grande.


E a melhor parte é que, uma vez que você se dá conta disso, tem que ser muito extraordinário para caber alguém na sua vida outra vez.


Em outras palavras, como diria Olipop no quadro da parede da sala, "não tenho mais idade para gastar renda fixa em ibuprofeno, nem pra ter carências imaginárias".


Ademais, devo compartilhar que tem sido grande o entusiasmo em não saber ao certo o dia de amanhã, de sair em um sábado à noite aberta para as possibilidades da vida, de flertar pelo Instagram.


Me transbordo.



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